Características ecológicas e implicações para a conservação da Reserva Florestal do Morro Grande
Os levantamentos biológicos realizados nos últimos cinco anos na Reserva Florestal do Morro Grande (RFMG) permitiram inventariar mais de 13.000 indivíduos pertencentes a 673 espécies de árvores, mamíferos não-voadores, aves, répteis, anuros e aranhas orbitelas.
A comparação dos dados obtidos revela padrões biológicos consistentes que levam a quatro conclusões principais:
i) a RFMG se situa numa condição de transição, recebendo influências das florestas ombrófilas densas e mistas, das estacionais e até do cerrado;
ii) todos os grupos taxonômicos estudados apresentam diferenças significativas na riqueza e/ou na composição de espécies quando comparadas as florestas em estádios sucessionais intermediários/avançados de sucessão (80-90 anos após corte raso) e a floresta madura, mais antiga (onde houve apenas corte seletivo), o que deve contribuir para um aumento da diversidade gama da RFMG, uma vez que esta é um complexo mosaico de vegetação em diferentes estádios sucessionais;
iii) dado, em parte, aos dois fatores anteriores, a RFMG apresenta um padrão, consistente para diferentes grupos taxonômicos, de elevada riqueza de espécies quando comparada com outras áreas de Floresta Atlântica;
iv) por sua localização numa matriz de alta densidade populacional humana, a RFMG vem sofrendo fortes perturbações, em particular devido à caça, extrativismo vegetal predatório e entrada de espécies exóticas e invasoras. A conservação da singular biota da RFMG dependerá do estabelecimento de um plano de manejo que consiga tirar vantagens da proximidade à cidade de São Paulo, em termos de pesquisa científica e projetos educacionais/turísticos, e estabeleça o controle das espécies exóticas, da caça, do extrativismo vegetal e da ocupação inadequada do seu entorno imediato.
(...)
Implicações para a conservação
Alguns dos resultados produzidos por estes estudos são bastante animadores. Em particular, a alta densidade e riqueza de espécies de plântulas, e a ausência de espécies exóticas ou invasoras neste estrato da floresta indica que a regeneração florestal está ocorrendo espontaneamente, até mesmo nas áreas secundárias da RFMG (Alves & Metzger 2006). A alta conectividade das florestas da RFMG com aquelas da Serra de Paranapiacaba, formando praticamente um contínuo florestal abrangendo diversas unidades de conservação (os Parques Estaduais de Jurupará, Carlos Botelho, Intervales e Turístico do Alto Ribeira), certamente facilita a recolonização ou o efeito de resgate das populações presentes na RFMG. Portanto, a RFMG não necessitaria de ações de restauração mais custosas, como o reflorestamento ou o enriquecimento com espécies nativas, ou o repovoamento de espécies extintas de animais. Os próprios processos naturais de regeneração e recolonização poderiam suprir as eventuais perdas de espécies, não fossem os impactos mais intensos que a RFMG vem sofrendo.
De fato, a RFMG está inserida numa matriz extremamente agressiva, seja pela alta densidade populacional de seu entorno, seja pela presença de um cinturão agrícola com amplo uso de produtos químicos, resultando num largo "efeito de borda". Os problemas relacionados à caça, extrativismo vegetal predatório e presença de espécies exóticas ou invasoras necessitam de manejo imediato, que deveria ser discutido e elaborado quando do estabelecimento do Plano de Manejo da Unidade de Conservação. Para a definição deste plano de ação é necessária uma ampla discussão dos problemas e usos desejados da RFMG, que deverá envolver diferentes setores da sociedade, incluindo pesquisadores com diferentes especialidades, a sociedade civil do entorno e a atual gestora da RFMG, a SABESP. Não nos cabe aqui antecipar este fórum de discussão e apresentar "soluções definitivas" aos problemas da RFMG, porém os dados que obtivemos permitem delinear algumas diretrizes de cunho biológico que poderão alimentar a discussão de um plano de manejo e gestão da Reserva.
• É necessário o imediato controle de espécies exóticas, em particular o mico-estrela (Callithrix penicillata), a lebre européia (Lepus capensis), a rã touro (Rana catesbeiana) e cães e gatos domésticos. Provavelmente, a ação mais adequada para a conservação das espécies nativas é a retirada completa das exóticas, ou quando não for possível, um rígido controle populacional. Da mesma forma, deve-se monitorar a proliferação de espécies exóticas da flora, evitando-se seu plantio dentro ou no entorno da unidade.
• Conforme exigência do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza1, é necessário enquadrar a RFMG numa das categorias permanentes de Unidade de Conservação. A importância biológica evidenciada nos estudos aqui sintetizados indica a necessidade de se garantir a conservação e uma efetiva proteção da RFMG,, incluindo maior fiscalização e controle de atividades ilegais (especialmente caça, extrativismo e incêndios propositais), zoneamento com definição de áreas intangíveis (em particular nas áreas de florestas maduras, ao sul da Reserva) e controle do uso da reserva (plano de visitação, proibição de entrada de animais domésticos, entre outros). Neste sentido, é necessário o enquadramento da Reserva em uma das categorias de unidade de proteção integral. As alternativas a serem discutidas incluem: i) Parque Estadual, que abre a possibilidade de desenvolvimento de atividades de turismo ecológico e de educação ambiental em ampla escala; ii) Reserva Biológica, que estaria voltada mais exclusivamente à proteção da biota e à pesquisa; iii) Estação Ecológica, que objetiva a geração de conhecimento científico;
• Devido à sua proximidade com a cidade de São Paulo, a RFMG apresenta um potencial turístico e educativo que poderia ser explorado mais intensamente, em particular se for decidida a sua inclusão na categoria de Parque Estadual.
• Ainda devido à proximidade com São Paulo e suas Universidades e centros de pesquisa, há também um grande potencial para estudos biológicos de longo prazo, como o monitoramento de populações nativas, estabelecimento de parcelas permanentes para estudo da vegetação, entre outros. A infra-estrutura já existente, incluindo uma casa para pesquisa que pode alojar de 15 a 20 pessoas, favorece estes estudos.
• A RFMG necessita o estabelecimento de uma real Zona de Amortecimento no seu entorno, que neste momento é inexistente. Caso contrário, os efeitos de borda, já extensos, tendem a se intensificar com a propagação de loteamentos de alta densidade populacional, principalmente a leste da RFMG, ou com o uso indiscriminado de adubos, pesticidas e herbicidas a oeste da RFMG.
Artigo completo em Scielo Brasil
sábado, 30 de outubro de 2010
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Construção de aterro sanitário de Cotia preocupa moradores
Entidades não comentam a necessidade do Estudo de Impacto Ambiental (EIA-Rima), que é indispensável em empreendimentos desta ordem.
Matéria:
A área em questão fica na Estrada do Tabuleiro Verde, no bairro Tijuco Preto, que fica próximo à Reserva Florestal do Morro Grande
08/10/2010 09:34
Algumas entidades da região estão se mobilizando contra o aterro sanitário que será construído em Cotia. O assunto já foi discutido no ano passado na ocasião em que foi divulgado o local pretendido à construção do aterro, por meio de um Decreto do prefeito Carlão Camargo. A área em questão fica na Estrada do Tabuleiro Verde, no bairro Tijuco Preto, que fica próximo à Reserva Florestal do Morro Grande.
O local foi estabelecido no decreto nº 6664 de 30 de julho de 2009, que, em 06 de janeiro de 2010, foi revogado pelo Decreto 6766. Porém, em 06 de maio deste ano, o decreto 6846 revogou o decreto 6766 que anulava a determinação do local do aterro, com isso foi restabelecida a vigência do primeiro decreto, ou seja, fica mantido o local do aterro sanitário. (Para consultar os decretos na íntegra acesse, clique aqui).
O terreno em que se pretende construir o aterro tem área de 278.775,45 m², o decreto declara a área de utilidade pública para fins de desapropriação.
No Decreto 6846 que restabelece o local, há como anexo um relatório técnico elaborado pela arquiteta e urbanista da Secretaria Municipal de Habitação e Urbanismo, Luciane Regis Laraia Alegre, o relatório encontra-se no Paço Municipal e pode ser consultado pela população.
O aterro será construído por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), a empresa ENOB Engenharia Ambiental venceu a concorrência pública. A empresa é a mesma que faz a coleta de lixo na cidade atualmente.
Entidades são contrárias à construção do Aterro no Tijuco Preto
Conversamos com o Sr. Wlad Farias, diretor presidente da Associação Ecoexistir, entidade que faz parte do Coletivo de ONGs da Região Oeste da Grande São Paulo (GO Verde).
Segundo ele, as entidades participantes do GO Verde são contra o aterro na Estrada do Tabuleiro Verde, em razão do local estar a menos de 2 km da reserva do Morro Grande, em uma área de mananciais que fazem parte do sistema de abastecimento da Região Oeste da Grande São
Paulo. Farias explica que a possibilidade de contaminação poderá comprometer a qualidade de vida de mais de 600 mil habitantes da região e defende que o local é um corredor natural da fauna que circula nas regiões de Mata Atlântica do Morro Grande, unindo vários outros biomas em outros municípios. “Os animais precisam circular nestes corredores porque graças a eles, a recomposição da flora se dá de forma natural. O rompimento deste importante elo comprometerá a continuidade de desenvolvimento e recuperação da mata e consequentemente da própria vida da flora”.
Para Farias, existem locais mais apropriados para a implantação do aterro sanitário, onde o comprometimento ambiental é menor. “Um deles, por exemplo, pode ser até mesmo o próprio aterro do Caputera, desativado, que precisa ser devidamente encerrado, mas cujos terrenos adjacentes podem comportar um novo aterro”, completa.
As entidades que fazem parte do GO Verde iniciaram um abaixo assinado, que obteve mais de 9.000 assinaturas de pessoas contrárias à implantação do aterro sanitário, coletadas por membros da própria comunidade do entorno. Além disso, juntamente com as associações de bairro e outras, as entidades vão enca-beçar, como proponentes da ação junto ao Ministério Público, a instauração de um processo para impedir que no local seja instalado qualquer empreendimento que possa colocar em risco o meio ambiente.
Posição da Prefeitura
Conversamos com José Lopes Filho, secretário de Habitação e Urbanismo, e de acordo com ele, a área foi prospectada por uma empresa ambiental contratada. “A prospecção dessa área não significa que o aterro sanitário será implantado efetivamente no terreno, a empresa que venceu a licitação para construir o aterro e cuidar da destinação do lixo na cidade tem que fazer toda a análise e licenciamento ambiental com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e deve seguir os critérios técnicos”, frisou o secretário.
Lopes Filho chama a atenção para o fato de que Cotia é uma cidade em que sobram poucas áreas para se trabalhar, pois existem áreas com limitações ambientais e outras densamente povoadas. “No meio do município existe a Reserva Florestal do Morro Grande, na região de Caucaia tem uma APA (Área de Proteção Ambiental), a área do Caputera [local em que ficava o antigo lixão] é área de manancial, o lixão foi interditado por essa razão”, completa.
Segundo o secretário, se não puder ser nessa área, terá que encontrar outra, pois o problema do lixo na cidade tem de ser resolvido.
Coleta de Lixo em Cotia
A destinação do lixo em Cotia vem sendo um problema há muito tempo, antigamente os resíduos coletados eram levados para um lixão no Caputera, mas o local foi interditado em 2004. Atualmente, o lixo coletado na cidade é levado para um aterro sanitário em Itapevi.
Entidades do GO
Fazem parte do GO Verde as seguintes entidades: PROAM, AMARRIBO, MDGV, Floresta dos Unicórnios, Transition Towns Granja Viana, Ecoexistir, Rancho dos Gnomos, Projeto Âncora, Voto Consciente, Autonomia Libertária, Resgate Cultura, Calangos da Mata, Sociedade Ecológica e IBIOCA.
Do Oeste Verde
Matéria:
A área em questão fica na Estrada do Tabuleiro Verde, no bairro Tijuco Preto, que fica próximo à Reserva Florestal do Morro Grande
08/10/2010 09:34
Algumas entidades da região estão se mobilizando contra o aterro sanitário que será construído em Cotia. O assunto já foi discutido no ano passado na ocasião em que foi divulgado o local pretendido à construção do aterro, por meio de um Decreto do prefeito Carlão Camargo. A área em questão fica na Estrada do Tabuleiro Verde, no bairro Tijuco Preto, que fica próximo à Reserva Florestal do Morro Grande.
O local foi estabelecido no decreto nº 6664 de 30 de julho de 2009, que, em 06 de janeiro de 2010, foi revogado pelo Decreto 6766. Porém, em 06 de maio deste ano, o decreto 6846 revogou o decreto 6766 que anulava a determinação do local do aterro, com isso foi restabelecida a vigência do primeiro decreto, ou seja, fica mantido o local do aterro sanitário. (Para consultar os decretos na íntegra acesse, clique aqui).
O terreno em que se pretende construir o aterro tem área de 278.775,45 m², o decreto declara a área de utilidade pública para fins de desapropriação.
No Decreto 6846 que restabelece o local, há como anexo um relatório técnico elaborado pela arquiteta e urbanista da Secretaria Municipal de Habitação e Urbanismo, Luciane Regis Laraia Alegre, o relatório encontra-se no Paço Municipal e pode ser consultado pela população.
O aterro será construído por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), a empresa ENOB Engenharia Ambiental venceu a concorrência pública. A empresa é a mesma que faz a coleta de lixo na cidade atualmente.
Entidades são contrárias à construção do Aterro no Tijuco Preto
Conversamos com o Sr. Wlad Farias, diretor presidente da Associação Ecoexistir, entidade que faz parte do Coletivo de ONGs da Região Oeste da Grande São Paulo (GO Verde).
Segundo ele, as entidades participantes do GO Verde são contra o aterro na Estrada do Tabuleiro Verde, em razão do local estar a menos de 2 km da reserva do Morro Grande, em uma área de mananciais que fazem parte do sistema de abastecimento da Região Oeste da Grande São
Paulo. Farias explica que a possibilidade de contaminação poderá comprometer a qualidade de vida de mais de 600 mil habitantes da região e defende que o local é um corredor natural da fauna que circula nas regiões de Mata Atlântica do Morro Grande, unindo vários outros biomas em outros municípios. “Os animais precisam circular nestes corredores porque graças a eles, a recomposição da flora se dá de forma natural. O rompimento deste importante elo comprometerá a continuidade de desenvolvimento e recuperação da mata e consequentemente da própria vida da flora”.
Para Farias, existem locais mais apropriados para a implantação do aterro sanitário, onde o comprometimento ambiental é menor. “Um deles, por exemplo, pode ser até mesmo o próprio aterro do Caputera, desativado, que precisa ser devidamente encerrado, mas cujos terrenos adjacentes podem comportar um novo aterro”, completa.
As entidades que fazem parte do GO Verde iniciaram um abaixo assinado, que obteve mais de 9.000 assinaturas de pessoas contrárias à implantação do aterro sanitário, coletadas por membros da própria comunidade do entorno. Além disso, juntamente com as associações de bairro e outras, as entidades vão enca-beçar, como proponentes da ação junto ao Ministério Público, a instauração de um processo para impedir que no local seja instalado qualquer empreendimento que possa colocar em risco o meio ambiente.
Posição da Prefeitura
Conversamos com José Lopes Filho, secretário de Habitação e Urbanismo, e de acordo com ele, a área foi prospectada por uma empresa ambiental contratada. “A prospecção dessa área não significa que o aterro sanitário será implantado efetivamente no terreno, a empresa que venceu a licitação para construir o aterro e cuidar da destinação do lixo na cidade tem que fazer toda a análise e licenciamento ambiental com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e deve seguir os critérios técnicos”, frisou o secretário.
Lopes Filho chama a atenção para o fato de que Cotia é uma cidade em que sobram poucas áreas para se trabalhar, pois existem áreas com limitações ambientais e outras densamente povoadas. “No meio do município existe a Reserva Florestal do Morro Grande, na região de Caucaia tem uma APA (Área de Proteção Ambiental), a área do Caputera [local em que ficava o antigo lixão] é área de manancial, o lixão foi interditado por essa razão”, completa.
Segundo o secretário, se não puder ser nessa área, terá que encontrar outra, pois o problema do lixo na cidade tem de ser resolvido.
Coleta de Lixo em Cotia
A destinação do lixo em Cotia vem sendo um problema há muito tempo, antigamente os resíduos coletados eram levados para um lixão no Caputera, mas o local foi interditado em 2004. Atualmente, o lixo coletado na cidade é levado para um aterro sanitário em Itapevi.
Entidades do GO
Fazem parte do GO Verde as seguintes entidades: PROAM, AMARRIBO, MDGV, Floresta dos Unicórnios, Transition Towns Granja Viana, Ecoexistir, Rancho dos Gnomos, Projeto Âncora, Voto Consciente, Autonomia Libertária, Resgate Cultura, Calangos da Mata, Sociedade Ecológica e IBIOCA.
Do Oeste Verde
USP desenvolve fossa séptica mais eficiente e de menor custo do que as convencionais
Saneamento acessível
A grande maioria das cidades brasileiras sofre, em maior ou menor grau, de contaminação por nitrogênio, particularmente de nitrato. As zonas rurais são contaminadas por causa do uso excessivo de fertilizantes e os solos urbanos recebem nitrogênio principalmente de fossas sanitárias ou mesmo de redes de esgoto sem manutenção ou mal projetadas.
Esse problema levou o grupo de pesquisa do Laboratório de Modelos Físicos do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (IG-USP) a desenvolver uma fossa séptica que fosse mais eficiente e, ao mesmo tempo, acessível às populações mais pobres, que dependem principalmente desse tipo de saneamento.
O projeto Minimização dos Impactos dos Sistemas de Saneamento (Minisis), apoiado pela FAPESP por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular, analisou o problema de maneira ampla e resultou em uma série de contribuições ao sistema de saneamento por fossas sépticas.
“As fossas convencionais são bastante eficientes em degradar matéria orgânica infiltrada no solo, mas o seu rendimento é limitado para nutrientes, como o nitrogênio”, disse Ricardo Hirata, professor do IG-USP e coordenador do projeto. O resultado é a contaminação do ambiente por microrganismos e por nitrato (NO3), uma das formas que se apresenta o nitrogênio no ambiente e que é muito estável e móvel e pode permanecer por décadas nas águas subterrâneas.
A dificuldade de degradação do nitrato, aliada ao fato de derivar de uma fonte crescente, os dejetos humanos, fazem dele o contaminante mais abundante do planeta nas águas subterrâneas. “O nitrato não é o contaminante mais agressivo, mas com certeza é o mais comum e o que se apresenta em maior volume nos reservatórios de água subterrânea, os aquíferos”, disse.
O problema aumenta com o crescimento das cidades, cujas redes de coleta de esgoto nunca crescem na mesma proporção. O resultado é a permanência de nitrato no ambiente por períodos que podem chegar a centenas de anos.
O nitrato permanece nos lençóis freáticos e volta à população com a captação de água por poços ou nascentes, configurando-se em um grande problema de saúde pública. “Um dos mais sérios casos de contaminação é o da cidade de Natal (RN), cuja população consome água encanada com nitrato”, disse Hirata.
Em São Paulo, a situação também requer atenção, segundo o pesquisador, pois 75% dos municípios paulistas são abastecidos total ou parcialmente pela água que vem de fontes subterrâneas, muitas dessas vulneráveis à contaminação por fossas.
Sem condições financeiras de construir uma estrutura apropriada, muitos moradores cavam buracos simples no solo e que, frequentemente, encontram o nível freático. Esse recurso, chamado de “fossa negra”, é ainda mais nocivo ao ambiente, pois injeta o contaminante diretamente na água subterrânea, sem que nenhuma forma de redução do contaminante possa ocorrer no solo, onde se processa a maior parte da transformação bioquímica dessas substâncias nocivas, segundo o professor.
Desenvolvimento no local
Para desenvolver o novo modelo de fossa, o grupo da USP precisava de uma comunidade que não fosse atendida pela rede de esgoto. O bairro de Santo Antônio, no distrito de Parelheiros, zona sul de São Paulo, foi o escolhido.
Os pesquisadores acompanharam o desempenho de duas fossas pertencentes a moradores vizinhos. Uma delas, a fossa controle, era do tipo negro convencional. A segunda foi construída na casa ao lado segundo a tecnologia desenvolvida pelo grupo.
A fossa projetada pelos pesquisadores tem dois níveis. O primeiro é formado por óxidos de cálcio e de ferro, um rejeito da indústria siderúrgica com propriedades bactericidas. “Por ter um pH muito alto, próximo de 12, esse material consegue degradar vírus e bactérias com alta eficiência”, explicou Hirata.
Para o experimento a equipe conseguiu trazer escória do porto capixaba de Tubarão, que possui grande fluxo de exportações de minério de ferro. Após passar pela camada mineral, o líquido efluente percola para a segunda barreira reativa, composta por areia e serragem da madeira cedrinho. Os cavacos de madeira, que fornecem carbono ao meio por respiração aeróbica, consomem o oxigênio e propiciam que o nitrato seja reduzido bioquimicamente a um gás de nitrogênio.
O projeto foi bem-sucedido e a primeira camada eliminou 95% dos vírus e bactérias presentes. Já a barreira de serragem e areia degradou com eficiência 60% do nitrato encontrado, mas Hirata aponta que o conhecimento alcançado no experimento permite melhorar esse número para 80%.
A degradação do nitrato no novo sistema foi tema da tese de doutorado de Alexandra Vieira Suhogusoff, defendida este ano. A aluna foi orientada por Hirata e teve apoio FAPESP por meio de uma Bolsa de Doutorado Direto.
A redução dos microrganismos obtida na primeira camada da fossa rendeu a tese de doutorado de Jesse Stimson, da Universidade de Waterloo, no Canadá, instituição que colaborou com o projeto de pesquisa.
O trabalho ainda contou com equipamentos de monitoramento para controlar a quantidade de material lançado em cada fossa e permitir a retirada de amostras. Os resultados obtidos foram usados para construir modelos numéricos que indicaram a possibilidade de se repensar a ocupação urbana sem rede de esgoto, permitindo aumentar o número de fossas sem implicar contaminações das águas subterrâneas ou mesmo superficial.
“Como ela é mais eficiente, podemos aumentar em até 60% a densidade de fossas em um bairro, comparativamente à capacidade de suporte com uso de técnicas convencionais”, afirmou Hirata, ressaltando que o custo da obra é bem acessível, embora não tenha estimado o valor exato.
Outra vantagem é que a construção da nova fossa não exige treinamento específico de profissionais. “Qualquer pedreiro familiarizado com obras de poços é capaz de construir o novo modelo”, disse. Isso permite que seja utilizada mão de obra local, mais acessível financeiramente.
Poços mais seguros
Outro resultado do projeto foi o desenvolvimento de uma metodologia para avaliação sanitária de poços de água. Trata-se de um questionário simples com dez perguntas objetivas que exigem respostas simples de “sim” ou “não”, como “há criação de animais próxima ao poço?”, “o poço possui trincas na parede interna?” e “a água que sai da cozinha passa a menos de 10 metros do poço?”
Com ele, um agente de saúde pode fazer um levantamento da qualidade da água consumida em um bairro, uma vez que a qualidade do poço é estimada a partir do número de respostas positivas recebidas.
“É um modo simples de municiar os órgãos de saúde pública na importante questão do consumo de água na área periférica de cidades”, sugeriu Hirata, que alertou para o fato de a população não possuir parâmetros objetivos para avaliar a água de seus poços.
“Para muitos, a água cristalina e fresca é sinônimo de água potável e, como as doenças provocadas pela contaminação aparecem esporadicamente, eles não associam essas doenças à qualidade da água”, apontou. O questionário foi adaptado de uma metodologia desenvolvida na Inglaterra e aplicada com sucesso em alguns países africanos.
Segundo o professor do Instituto de Geociências da USP, a fossa e o questionário desenvolvidos nessa pesquisa são soluções baratas e que podem ajudar especialmente as áreas mais afastadas e carentes enquanto não recebem rede de esgoto.
“O ideal seria que todos tivessem coleta de esgoto, porém, como nossa experiência mostra que a área de saneamento não costuma contar com muitos recursos, essas soluções poderiam amenizar muito a contaminação da água e reduzir os problemas de saúde da população”, disse Hirata.
Publicado em 23 de agosto de 2010
Fonte: Fabio Reynol /Agência FAPESP
A grande maioria das cidades brasileiras sofre, em maior ou menor grau, de contaminação por nitrogênio, particularmente de nitrato. As zonas rurais são contaminadas por causa do uso excessivo de fertilizantes e os solos urbanos recebem nitrogênio principalmente de fossas sanitárias ou mesmo de redes de esgoto sem manutenção ou mal projetadas.
Esse problema levou o grupo de pesquisa do Laboratório de Modelos Físicos do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (IG-USP) a desenvolver uma fossa séptica que fosse mais eficiente e, ao mesmo tempo, acessível às populações mais pobres, que dependem principalmente desse tipo de saneamento.
O projeto Minimização dos Impactos dos Sistemas de Saneamento (Minisis), apoiado pela FAPESP por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular, analisou o problema de maneira ampla e resultou em uma série de contribuições ao sistema de saneamento por fossas sépticas.
“As fossas convencionais são bastante eficientes em degradar matéria orgânica infiltrada no solo, mas o seu rendimento é limitado para nutrientes, como o nitrogênio”, disse Ricardo Hirata, professor do IG-USP e coordenador do projeto. O resultado é a contaminação do ambiente por microrganismos e por nitrato (NO3), uma das formas que se apresenta o nitrogênio no ambiente e que é muito estável e móvel e pode permanecer por décadas nas águas subterrâneas.
A dificuldade de degradação do nitrato, aliada ao fato de derivar de uma fonte crescente, os dejetos humanos, fazem dele o contaminante mais abundante do planeta nas águas subterrâneas. “O nitrato não é o contaminante mais agressivo, mas com certeza é o mais comum e o que se apresenta em maior volume nos reservatórios de água subterrânea, os aquíferos”, disse.
O problema aumenta com o crescimento das cidades, cujas redes de coleta de esgoto nunca crescem na mesma proporção. O resultado é a permanência de nitrato no ambiente por períodos que podem chegar a centenas de anos.
O nitrato permanece nos lençóis freáticos e volta à população com a captação de água por poços ou nascentes, configurando-se em um grande problema de saúde pública. “Um dos mais sérios casos de contaminação é o da cidade de Natal (RN), cuja população consome água encanada com nitrato”, disse Hirata.
Em São Paulo, a situação também requer atenção, segundo o pesquisador, pois 75% dos municípios paulistas são abastecidos total ou parcialmente pela água que vem de fontes subterrâneas, muitas dessas vulneráveis à contaminação por fossas.
Sem condições financeiras de construir uma estrutura apropriada, muitos moradores cavam buracos simples no solo e que, frequentemente, encontram o nível freático. Esse recurso, chamado de “fossa negra”, é ainda mais nocivo ao ambiente, pois injeta o contaminante diretamente na água subterrânea, sem que nenhuma forma de redução do contaminante possa ocorrer no solo, onde se processa a maior parte da transformação bioquímica dessas substâncias nocivas, segundo o professor.
Desenvolvimento no local
Para desenvolver o novo modelo de fossa, o grupo da USP precisava de uma comunidade que não fosse atendida pela rede de esgoto. O bairro de Santo Antônio, no distrito de Parelheiros, zona sul de São Paulo, foi o escolhido.
Os pesquisadores acompanharam o desempenho de duas fossas pertencentes a moradores vizinhos. Uma delas, a fossa controle, era do tipo negro convencional. A segunda foi construída na casa ao lado segundo a tecnologia desenvolvida pelo grupo.
A fossa projetada pelos pesquisadores tem dois níveis. O primeiro é formado por óxidos de cálcio e de ferro, um rejeito da indústria siderúrgica com propriedades bactericidas. “Por ter um pH muito alto, próximo de 12, esse material consegue degradar vírus e bactérias com alta eficiência”, explicou Hirata.
Para o experimento a equipe conseguiu trazer escória do porto capixaba de Tubarão, que possui grande fluxo de exportações de minério de ferro. Após passar pela camada mineral, o líquido efluente percola para a segunda barreira reativa, composta por areia e serragem da madeira cedrinho. Os cavacos de madeira, que fornecem carbono ao meio por respiração aeróbica, consomem o oxigênio e propiciam que o nitrato seja reduzido bioquimicamente a um gás de nitrogênio.
O projeto foi bem-sucedido e a primeira camada eliminou 95% dos vírus e bactérias presentes. Já a barreira de serragem e areia degradou com eficiência 60% do nitrato encontrado, mas Hirata aponta que o conhecimento alcançado no experimento permite melhorar esse número para 80%.
A degradação do nitrato no novo sistema foi tema da tese de doutorado de Alexandra Vieira Suhogusoff, defendida este ano. A aluna foi orientada por Hirata e teve apoio FAPESP por meio de uma Bolsa de Doutorado Direto.
A redução dos microrganismos obtida na primeira camada da fossa rendeu a tese de doutorado de Jesse Stimson, da Universidade de Waterloo, no Canadá, instituição que colaborou com o projeto de pesquisa.
O trabalho ainda contou com equipamentos de monitoramento para controlar a quantidade de material lançado em cada fossa e permitir a retirada de amostras. Os resultados obtidos foram usados para construir modelos numéricos que indicaram a possibilidade de se repensar a ocupação urbana sem rede de esgoto, permitindo aumentar o número de fossas sem implicar contaminações das águas subterrâneas ou mesmo superficial.
“Como ela é mais eficiente, podemos aumentar em até 60% a densidade de fossas em um bairro, comparativamente à capacidade de suporte com uso de técnicas convencionais”, afirmou Hirata, ressaltando que o custo da obra é bem acessível, embora não tenha estimado o valor exato.
Outra vantagem é que a construção da nova fossa não exige treinamento específico de profissionais. “Qualquer pedreiro familiarizado com obras de poços é capaz de construir o novo modelo”, disse. Isso permite que seja utilizada mão de obra local, mais acessível financeiramente.
Poços mais seguros
Outro resultado do projeto foi o desenvolvimento de uma metodologia para avaliação sanitária de poços de água. Trata-se de um questionário simples com dez perguntas objetivas que exigem respostas simples de “sim” ou “não”, como “há criação de animais próxima ao poço?”, “o poço possui trincas na parede interna?” e “a água que sai da cozinha passa a menos de 10 metros do poço?”
Com ele, um agente de saúde pode fazer um levantamento da qualidade da água consumida em um bairro, uma vez que a qualidade do poço é estimada a partir do número de respostas positivas recebidas.
“É um modo simples de municiar os órgãos de saúde pública na importante questão do consumo de água na área periférica de cidades”, sugeriu Hirata, que alertou para o fato de a população não possuir parâmetros objetivos para avaliar a água de seus poços.
“Para muitos, a água cristalina e fresca é sinônimo de água potável e, como as doenças provocadas pela contaminação aparecem esporadicamente, eles não associam essas doenças à qualidade da água”, apontou. O questionário foi adaptado de uma metodologia desenvolvida na Inglaterra e aplicada com sucesso em alguns países africanos.
Segundo o professor do Instituto de Geociências da USP, a fossa e o questionário desenvolvidos nessa pesquisa são soluções baratas e que podem ajudar especialmente as áreas mais afastadas e carentes enquanto não recebem rede de esgoto.
“O ideal seria que todos tivessem coleta de esgoto, porém, como nossa experiência mostra que a área de saneamento não costuma contar com muitos recursos, essas soluções poderiam amenizar muito a contaminação da água e reduzir os problemas de saúde da população”, disse Hirata.
Publicado em 23 de agosto de 2010
Fonte: Fabio Reynol /Agência FAPESP
CONSEMA aprova EIA-RIMA de aterro sanitário em Itapevi
(matéria não informa o ANO)
Em votação realizada na quarta-feira (11/abril), o Conselho Estadual do Meio Ambiente - CONSEMA aprovou, por 23 votos contra 7, o Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto Ambiental - EIA-RIMA para a construção de um aterro sanitário no Município de Itapevi, na Região Metropolitana de São Paulo. A reunião foi presidida pelo secretário estadual do Meio Ambiente, Ricardo Tripoli, e contou com a participação de conselheiros e especialistas ambientais, além de lideranças da comunidade, que se posicionaram contra e a favor do empreendimento.
O aterro, a ser construído pela Empresa de Saneamento e Tratamento de Resíduos Ltda. - ESTRE, terá capacidade para receber 500 toneladas/dia de lixo doméstico e resíduos industriais não perigosos, atenuando a grave situação que vivem atualmente os municípios de Itapevi, Carapicuíba, Barueri, Cotia e Jandira, onde os resíduos são dispostos irregularmente em lixões. Com a aprovação do CONSEMA, o empreendedor recebe uma licença prévia e deverá apresentar um projeto básico para a obtenção das licenças de instalação e operação do aterro.
Informações sobre os EIA-Rima, que foram realizados entre 1988-9
Fonte: Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo
Em votação realizada na quarta-feira (11/abril), o Conselho Estadual do Meio Ambiente - CONSEMA aprovou, por 23 votos contra 7, o Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto Ambiental - EIA-RIMA para a construção de um aterro sanitário no Município de Itapevi, na Região Metropolitana de São Paulo. A reunião foi presidida pelo secretário estadual do Meio Ambiente, Ricardo Tripoli, e contou com a participação de conselheiros e especialistas ambientais, além de lideranças da comunidade, que se posicionaram contra e a favor do empreendimento.
O aterro, a ser construído pela Empresa de Saneamento e Tratamento de Resíduos Ltda. - ESTRE, terá capacidade para receber 500 toneladas/dia de lixo doméstico e resíduos industriais não perigosos, atenuando a grave situação que vivem atualmente os municípios de Itapevi, Carapicuíba, Barueri, Cotia e Jandira, onde os resíduos são dispostos irregularmente em lixões. Com a aprovação do CONSEMA, o empreendedor recebe uma licença prévia e deverá apresentar um projeto básico para a obtenção das licenças de instalação e operação do aterro.
Informações sobre os EIA-Rima, que foram realizados entre 1988-9
Fonte: Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo
terça-feira, 28 de setembro de 2010
No Espírito Santo, uma ETE biológica. Assista no You Tube
Uma estação de tratamento de esgoto inovadora em Venda Nova do Imigrante (ES), chamada Biossistema Integrado.
Veja a matéria no You Tube
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O que são biosistemas integrados?
BIOSISTEMAS INTEGRADOS -
Ao longo dos últimos 12 anos, o conceito de Bio Sistema Integrado (BSI) difundido pelo OIA, pode ser testado em Chengdu na China, Extremadura na Espanha, Matagalpa na Nicarágua, além do Brasil, onde já atua nas regiões Sudeste, Centro Oeste, Norte e Nordeste, totalizando 70 projetos que atendem a cerca de 15 mil pessoas. Toda forma de resíduo orgânico animal ou vegetal pode ser tratada e re-inserida em novo ciclo, mas são as dejeções humanas nas áreas urbanas e os resíduos de animais e da agricultura nas zonas rurais que melhor podem fazer uso do conceito de BSI.
Os BSI podem ser adaptados a cada situação local. Para residências e sítios de lazer a forma mais utilizada é a que se compõe de: biodigestor com filtro e dispersão do efluente tratado em zonas de raízes para fertirrigação seja dos jardins como de áreas de cultivo; para comunidades com até 500 moradores tem sido instalado duplo biodigestor com caixas separadoras de lodo seguido por filtro de contacto com paredes de transbordamento e represamento; para áreas agrícolas o OIA sugere sempre pesquisar o que já existe funcionando na região para otimizar a inversão. Os modelos mais usados tem sido de biodigestores em série com tamanhos que variam de 10 a 100 metros cúbicos por unidade. Filtros e áreas de contacto com zonas de raízes, tanques de algas, peixes, macrófitas, composteiras, zonas de cultivo ou recuperação de áreas degradas são fundamentais para o reuso do efluente tratado nos biodigestores. As três versões reduzem coliformes, DBO e DQO acima de 90%, atendendo as normativas de saneamento.
Melhoramentos como tanques profundos e produção intensiva permitem um gerenciamento mais eficiente da terra, abrindo assim um número maior de usuários.
Processados em biodigestores e filtros de contato, tanques de oxidação, sedimentação, aeração, peixes e macrófitas, os resíduos, livres de carga poluente, são utilizados na criação de peixes e aves, e na adubação de flores e hortaliças. O biogás é utilizado para cozinhar.
Esta tecnologia saneia o habitat humano, agrega valor a cadeia produtiva e preserva o meio ambiente, já que o tratamento devolve a água ao rio em estado de balneabilidade, sem riscos de contaminação à natureza.
Mais informações: OIA - O Instituto Ambiental / RJ
Ao longo dos últimos 12 anos, o conceito de Bio Sistema Integrado (BSI) difundido pelo OIA, pode ser testado em Chengdu na China, Extremadura na Espanha, Matagalpa na Nicarágua, além do Brasil, onde já atua nas regiões Sudeste, Centro Oeste, Norte e Nordeste, totalizando 70 projetos que atendem a cerca de 15 mil pessoas. Toda forma de resíduo orgânico animal ou vegetal pode ser tratada e re-inserida em novo ciclo, mas são as dejeções humanas nas áreas urbanas e os resíduos de animais e da agricultura nas zonas rurais que melhor podem fazer uso do conceito de BSI.
Os BSI podem ser adaptados a cada situação local. Para residências e sítios de lazer a forma mais utilizada é a que se compõe de: biodigestor com filtro e dispersão do efluente tratado em zonas de raízes para fertirrigação seja dos jardins como de áreas de cultivo; para comunidades com até 500 moradores tem sido instalado duplo biodigestor com caixas separadoras de lodo seguido por filtro de contacto com paredes de transbordamento e represamento; para áreas agrícolas o OIA sugere sempre pesquisar o que já existe funcionando na região para otimizar a inversão. Os modelos mais usados tem sido de biodigestores em série com tamanhos que variam de 10 a 100 metros cúbicos por unidade. Filtros e áreas de contacto com zonas de raízes, tanques de algas, peixes, macrófitas, composteiras, zonas de cultivo ou recuperação de áreas degradas são fundamentais para o reuso do efluente tratado nos biodigestores. As três versões reduzem coliformes, DBO e DQO acima de 90%, atendendo as normativas de saneamento.
Melhoramentos como tanques profundos e produção intensiva permitem um gerenciamento mais eficiente da terra, abrindo assim um número maior de usuários.
Processados em biodigestores e filtros de contato, tanques de oxidação, sedimentação, aeração, peixes e macrófitas, os resíduos, livres de carga poluente, são utilizados na criação de peixes e aves, e na adubação de flores e hortaliças. O biogás é utilizado para cozinhar.
Esta tecnologia saneia o habitat humano, agrega valor a cadeia produtiva e preserva o meio ambiente, já que o tratamento devolve a água ao rio em estado de balneabilidade, sem riscos de contaminação à natureza.
Mais informações: OIA - O Instituto Ambiental / RJ
O que são biodigestores?
Biodigestores são equipamentos hermeticamente fechados e servem para tratar resíduos organicos. São capazes de reduzir até 70% a materia organica e por isso são acoplados a biofiltros que aumentam sua capacidade na remoção de carga organica, podendo chegar a 90% de eficiencia. Os biodigestores possuem tres fases de fermentação: acidogênica, acetogênica e metanogênica. Esta ultima é a responsável pela produção do biogás, mistura de metano e carbono que pode ser usada como fonte de calor, combustivel, energia. O biossólido resultante desses processos de fermentação é de alto valor nutricional para as plantas e o líquido gerado no efluente pode ser utilizado para fertirrigação e cultivo em geral.
Vantagens dos BioDigestores:
Totalmente estanque;
Limpeza do digestor a cada 5 anos em média: o material pode ser utilizado como adubo após secagem ao sol por 30 dias.
Custo: Embora com custo inicial maior, não necessita de manutenção e gera nutrientes e bio-gás.
Pode ser integrado ao paisagismo se complementado com lagos de plantas aquáticas e peixes.
Seu efluente pode ser utilizado na ferti irrigação por infiltração nas raízes das plantas.
Tem aprovação dos órgãos ambientais.
Fonte: OIA - O Instituto Ambiental / RJ
Vantagens dos BioDigestores:
Totalmente estanque;
Limpeza do digestor a cada 5 anos em média: o material pode ser utilizado como adubo após secagem ao sol por 30 dias.
Custo: Embora com custo inicial maior, não necessita de manutenção e gera nutrientes e bio-gás.
Pode ser integrado ao paisagismo se complementado com lagos de plantas aquáticas e peixes.
Seu efluente pode ser utilizado na ferti irrigação por infiltração nas raízes das plantas.
Tem aprovação dos órgãos ambientais.
Fonte: OIA - O Instituto Ambiental / RJ
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Água da Sabesp é imprópria para o consumo humano
Justiça confirma que água da Sabesp é imprópria para o consumo humano.
Processo Nº 152.01.2009.007952-6
A cidade de Cotia tem pouco a comemorar quanto ao padrão de potabilidade da água para consumo humano fornecida pela SABESP.
Um morador da cidade reclamou da qualidade da água e moveu uma ação contra a SABESP , obteve liminar favorável do Poder Judiciário; comprovando que o serviço é realizado de forma irregular.
As análises comprovaram que a água está contaminada e pode até causar câncer.
Principais pontos do laudo pericial:
● A água fornecida para a região de Cotia/SP tem alumínio, ferro, manganês e Trihalometanos em níveis acima do admitido pelo Ministério da Saúde.
● Esses compostos não são eliminados facilmente do organismo e quando o indivíduo é exposto diariamente em contato com a água são cancerígenos.
● A Sabesp deveria interromper imediatamente o fornecimento de água até remover os elementos tóxicos e cancerígenos.
Dessa forma, espera-se para as próximas semanas uma enxurrada de processos contra a Sabesp dos moradores de toda a cidade atingidos pela água, que além de tóxica, pode causar câncer às pessoas que a ingeriram ou tiveram contato com ela.
Também já foi instaurado o inquérito n.º 16/2010 pelo Ministério Público para apuração de crimes ambientais e contra a saúde, mas o processo ainda não foi finalizado.
Fonte: Blog Granja Carolina
Processo Nº 152.01.2009.007952-6
A cidade de Cotia tem pouco a comemorar quanto ao padrão de potabilidade da água para consumo humano fornecida pela SABESP.
Um morador da cidade reclamou da qualidade da água e moveu uma ação contra a SABESP , obteve liminar favorável do Poder Judiciário; comprovando que o serviço é realizado de forma irregular.
As análises comprovaram que a água está contaminada e pode até causar câncer.
Principais pontos do laudo pericial:
● A água fornecida para a região de Cotia/SP tem alumínio, ferro, manganês e Trihalometanos em níveis acima do admitido pelo Ministério da Saúde.
● Esses compostos não são eliminados facilmente do organismo e quando o indivíduo é exposto diariamente em contato com a água são cancerígenos.
● A Sabesp deveria interromper imediatamente o fornecimento de água até remover os elementos tóxicos e cancerígenos.
Dessa forma, espera-se para as próximas semanas uma enxurrada de processos contra a Sabesp dos moradores de toda a cidade atingidos pela água, que além de tóxica, pode causar câncer às pessoas que a ingeriram ou tiveram contato com ela.
Também já foi instaurado o inquérito n.º 16/2010 pelo Ministério Público para apuração de crimes ambientais e contra a saúde, mas o processo ainda não foi finalizado.
Fonte: Blog Granja Carolina
Polêmica: Aterro Sanitário Tabuleiro Verde e Jd. Sandra

Aterro Sanitário em Cotia vai ser construído no mesmo lugar, ou seja, na Estrada do Tabuleiro Verde, próximo ao Jd. Sandra, como mostra publicação feita na imprensa oficial de 31 de maio de 2010.
A Imprensa Oficial do Município de Cotia, explica a vantagem e as desvantagens do aterro sanitário e também ilustrando com fotos, aterros sanitários construídos em outros estados como: Bahia, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e em Portugal. As fotos mostram claramente que os aterros que estão sendo construídos não existem nenhuma população urbana próxima as áreas. A de Cotia a população urbana esta muito próxima como os bairros do Jardim Sandra, Panorama e Mirante da Mata, e condomínios na vertical e horizontal e loteamentos de alto padrão.O aterro sanitário esta sendo construído em cima da bacia do morro grande, onde tem milhares de nascentes que se agregam e vão juntas desaguar e solidificar o Rio Cotia.Presidente Lula, assinou decreto recentemente, obrigando todos os estados e municípios terão que construir aterros sanitários até 2014.Terão sim que ser construídos, é um mal necessário, menos dentro da Bacia do Morro Grande.
DECRETO ATERRO SANITÁRIO
Artigo I – Fica revogado o Decreto nº 6.766, de janeiro de 2010. Revogando todos os atos proferidos por esta administração, quanto a construção do Aterro sanitário no Jardim Sandra ou Tabuleiro Verde em Cotia.
Artigo II - Fica restabelecido a vigência do decreto n° 6.664 de 30 de julho de 2009.
Artigo III – Faz parte integrante deste Decreto, como seu anexo único, o relatório técnico elaborado em 27 de abril de 2010, pela funcionária efetiva, Luciane Regis Laraia Alegre, CREA nº 060180674.0, arquiteta e urbanista da Secretaria Municipal de Habitação e Urbanismo.
Artigo IV – Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação
Prefeitura do Município de Cotia, em 06 de maio de 2010.
Carlão Camargo – Prefeito
Fonte: Jornal Popular News
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Prefeitura de Cotia firmará protocolo de intenções com a Sabesp para Polo de Ecoturismo na região do Morro Grande
Como conciliar um aterro sanitário, um saneamento básico com esgoto dentro de rio e o asfaltamento precipitado da Estrada das Mulatas com um Polo de Econturismo na região?
Confiram matéria do JE Online:
Na quinta-feira (9/9), o Secretário Municipal do Meio Ambiente e Agropecuária- Dr. Laércio Leite de Camargo, reuniu-se com representantes da Sabesp e da Secretaria Estadual do Meio Ambiente para discutir e apresentar o plano de trabalho de implantação do Pólo de Ecoturismo na região do Morro Grande.
Dr. Laércio explanou sobre importância do projeto que engloba a implantação de posto de saúde, guarda ambiental, centro de atendimento ao turista e ao meio ambiente, administração, praça e zeladoria.
O pólo de ecoturismo começou a ser desenvolvido no ano passado, quando a Prefeitura apresentou à Sabesp o interesse na cessão de dois blocos de casas (total de seis) pertencentes à companhia.
A partir disso, cada Secretaria envolvida no projeto começou a desenvolver em parceria com a Secretaria de Planejamento um plano de trabalho para os serviços que serão instalados no local, e que prevê uma estrutura turística preservando o meio ambiente e a sustentabilidade da região.
O projeto foi dividido em duas etapas: a primeira parte consistiu na elaboração do plano de trabalho, uma exigência dos órgãos envolvidos (Prefeitura/Estado/Sabesp), que detalhou os módulos em termos de estrutura necessária, custo e o cronograma de implantação.
A segunda etapa deverá contar com as intervenções e novas ações na área do pólo de ecoturismo do Morro Grande, o que provavelmente acontecerá no próximo ano, de acordo com a Sabesp.
Representantes da Sabesp afirmaram que, devido ao período eleitoral, a concessionária não poderá firmar este ano nenhum convênio, cessão de imóvel ou termo de cooperação. Mas, firmará um protocolo de intenções.
Para o secretário Dr. Laércio, o acordo entre ambos dará à Secretaria do Meio Ambiente a possibilidade de incluir no orçamento de 2011 uma contrapartida destinada ao projeto. “A Sabesp tem interesse na preservação da reserva, e o nosso projeto é importante para proteger o interesse econômico sustentável da região”, diz.
Participaram da reunião, os secretários municipais Laércio Leite de Camargo (Meio Ambiente) e José David B. Xavier (Planejamento), representantes da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, Osmar Rivelino, da Sabesp - José Roberto Nali; Dilmara Veríssimo, Alberto Ferro e Rubens Alexandre.
Protocolo de Intenções
Segundo a Sabesp, será viabilizada a assinatura de um protocolo de intenções entre os órgãos, o que deverá ocorrer no mês de setembro. No começo de 2011 será assinado o Termo de Cooperação entre todos os envolvidos, para que possam ser iniciadas as obras do pólo de ecoturismo, que compreenderá uma cessão de 5 anos que poderá ser prorrogada.
A estrutura ficará sob supervisão da Secretaria do Meio Ambiente, que irá criar projeto
Confiram matéria do JE Online:
Na quinta-feira (9/9), o Secretário Municipal do Meio Ambiente e Agropecuária- Dr. Laércio Leite de Camargo, reuniu-se com representantes da Sabesp e da Secretaria Estadual do Meio Ambiente para discutir e apresentar o plano de trabalho de implantação do Pólo de Ecoturismo na região do Morro Grande.
Dr. Laércio explanou sobre importância do projeto que engloba a implantação de posto de saúde, guarda ambiental, centro de atendimento ao turista e ao meio ambiente, administração, praça e zeladoria.
O pólo de ecoturismo começou a ser desenvolvido no ano passado, quando a Prefeitura apresentou à Sabesp o interesse na cessão de dois blocos de casas (total de seis) pertencentes à companhia.
A partir disso, cada Secretaria envolvida no projeto começou a desenvolver em parceria com a Secretaria de Planejamento um plano de trabalho para os serviços que serão instalados no local, e que prevê uma estrutura turística preservando o meio ambiente e a sustentabilidade da região.
O projeto foi dividido em duas etapas: a primeira parte consistiu na elaboração do plano de trabalho, uma exigência dos órgãos envolvidos (Prefeitura/Estado/Sabesp), que detalhou os módulos em termos de estrutura necessária, custo e o cronograma de implantação.
A segunda etapa deverá contar com as intervenções e novas ações na área do pólo de ecoturismo do Morro Grande, o que provavelmente acontecerá no próximo ano, de acordo com a Sabesp.
Representantes da Sabesp afirmaram que, devido ao período eleitoral, a concessionária não poderá firmar este ano nenhum convênio, cessão de imóvel ou termo de cooperação. Mas, firmará um protocolo de intenções.
Para o secretário Dr. Laércio, o acordo entre ambos dará à Secretaria do Meio Ambiente a possibilidade de incluir no orçamento de 2011 uma contrapartida destinada ao projeto. “A Sabesp tem interesse na preservação da reserva, e o nosso projeto é importante para proteger o interesse econômico sustentável da região”, diz.
Participaram da reunião, os secretários municipais Laércio Leite de Camargo (Meio Ambiente) e José David B. Xavier (Planejamento), representantes da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, Osmar Rivelino, da Sabesp - José Roberto Nali; Dilmara Veríssimo, Alberto Ferro e Rubens Alexandre.
Protocolo de Intenções
Segundo a Sabesp, será viabilizada a assinatura de um protocolo de intenções entre os órgãos, o que deverá ocorrer no mês de setembro. No começo de 2011 será assinado o Termo de Cooperação entre todos os envolvidos, para que possam ser iniciadas as obras do pólo de ecoturismo, que compreenderá uma cessão de 5 anos que poderá ser prorrogada.
A estrutura ficará sob supervisão da Secretaria do Meio Ambiente, que irá criar projeto
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Cotia recebe R$ 1,05 milhão em equipamentos de limpeza pública
Investimento faz parte do programa Vida Nova - Mananciais, que prevê ações de recuperação de áreas de mananciais
O município de Cotia recebeu sete novos equipamentos de limpeza pública que juntos totalizam investimento de R$ 1,05 milhão. São dois caminhões basculantes para limpeza urbana, dois caminhões baús para coleta seletiva, duas máquinas retroescavadeiras e uma pá carregadeira para terraplenagem.
O investimento faz parte do programa Vida Nova - Mananciais, que prevê ações de recuperação de áreas de mananciais, tendo em vista não somente o meio ambiente, mas também as pessoas. Os recursos investidos servirão como contrapartida do financiamento do Banco Mundial para o programa Vida Nova.
"Nosso compromisso ao entregar esses equipamentos para Cotia é deixar a cidade melhor, o Estado melhor, a vida das pessoas melhor", afirmou a secretária de Saneamento e Energia, Dilma Pena, na cerimônia de entrega das máquinas ao prefeito, Antonio Carlos Camargo. "Cuidar dos recursos hídricos é honrar o compromisso que temos com a população para a preservação e a continuidade do fornecimento de água para as próximas gerações, porque sem água ninguém vive", acrescentou.
Mananciais
Com investimentos de R$ 1,29 bilhão, o programa Vida Nova - Mananciais prevê ações de recuperação ambiental de mananciais, urbanização de favelas e melhorias urbanas nas áreas das represas Guarapiranga e Billings. Com a urbanização de 45 núcleos de favelas e loteamentos precários, serão beneficiadas 45 mil famílias. Também estão previstos no programa, empreendimentos para o saneamento ambiental dos mananciais do Alto Tietê.
Participam do programa a Secretaria de Saneamento e Energia, a Sabesp, Secretaria do Meio Ambiente, CDHU e as prefeituras de São Paulo, São Bernardo de Campo e Guarulhos.
Com recursos do Vida Nova - Mananciais, estão sendo feitas obras de esgotamento sanitário em Itapecerica da Serra, Cotia e Carapicuíba e a estação de tratamento de esgotos de Bragança Paulista, bem como a implantação do Parque Nove de Julho. Além dos equipamentos entregues hoje a para Cotia, também receberam máquinas para limpeza pública as cidades de Juquitiba, Biritiba Mirim, Embu Guaçu, Embu, Itapecerica da Serra, Mairiporã, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Salesópolis e São Lourenço da Serra.
Fonte: Secretaria de Saneamento e Energia / site do Governo do Estado
O município de Cotia recebeu sete novos equipamentos de limpeza pública que juntos totalizam investimento de R$ 1,05 milhão. São dois caminhões basculantes para limpeza urbana, dois caminhões baús para coleta seletiva, duas máquinas retroescavadeiras e uma pá carregadeira para terraplenagem.
O investimento faz parte do programa Vida Nova - Mananciais, que prevê ações de recuperação de áreas de mananciais, tendo em vista não somente o meio ambiente, mas também as pessoas. Os recursos investidos servirão como contrapartida do financiamento do Banco Mundial para o programa Vida Nova.
"Nosso compromisso ao entregar esses equipamentos para Cotia é deixar a cidade melhor, o Estado melhor, a vida das pessoas melhor", afirmou a secretária de Saneamento e Energia, Dilma Pena, na cerimônia de entrega das máquinas ao prefeito, Antonio Carlos Camargo. "Cuidar dos recursos hídricos é honrar o compromisso que temos com a população para a preservação e a continuidade do fornecimento de água para as próximas gerações, porque sem água ninguém vive", acrescentou.
Mananciais
Com investimentos de R$ 1,29 bilhão, o programa Vida Nova - Mananciais prevê ações de recuperação ambiental de mananciais, urbanização de favelas e melhorias urbanas nas áreas das represas Guarapiranga e Billings. Com a urbanização de 45 núcleos de favelas e loteamentos precários, serão beneficiadas 45 mil famílias. Também estão previstos no programa, empreendimentos para o saneamento ambiental dos mananciais do Alto Tietê.
Participam do programa a Secretaria de Saneamento e Energia, a Sabesp, Secretaria do Meio Ambiente, CDHU e as prefeituras de São Paulo, São Bernardo de Campo e Guarulhos.
Com recursos do Vida Nova - Mananciais, estão sendo feitas obras de esgotamento sanitário em Itapecerica da Serra, Cotia e Carapicuíba e a estação de tratamento de esgotos de Bragança Paulista, bem como a implantação do Parque Nove de Julho. Além dos equipamentos entregues hoje a para Cotia, também receberam máquinas para limpeza pública as cidades de Juquitiba, Biritiba Mirim, Embu Guaçu, Embu, Itapecerica da Serra, Mairiporã, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Salesópolis e São Lourenço da Serra.
Fonte: Secretaria de Saneamento e Energia / site do Governo do Estado
sábado, 12 de junho de 2010
Água da Sabesp é imprópria para o consumo humano
Justiça confirma que água da Sabesp é imprópria para o consumo humano.
Processo Nº 152.01.2009.007952-6
A cidade de Cotia tem pouco a comemorar quanto ao padrão de potabilidade da água para consumo humano fornecida pela SABESP.
Um morador da cidade reclamou da qualidade da água e moveu uma ação contra a SABESP , obteve liminar favorável do Poder Judiciário; comprovando que o serviço é realizado de forma irregular.
As análises comprovaram que a água está contaminada e pode até causar câncer.
Principais pontos do laudo pericial:
● A água fornecida para a região de Cotia/SP tem alumínio, ferro, manganês e Trihalometanos em níveis acima do admitido pelo Ministério da Saúde.
● Esses compostos não são eliminados facilmente do organismo e quando o indivíduo é exposto diariamente em contato com a água são cancerígenos.
● A Sabesp deveria interromper imediatamente o fornecimento de água até remover os elementos tóxicos e cancerígenos.
Dessa forma, espera-se para as próximas semanas uma enxurrada de processos contra a Sabesp dos moradores de toda a cidade atingidos pela água, que além de tóxica, pode causar câncer às pessoas que a ingeriram ou tiveram contato com ela.
Também já foi instaurado o inquérito n.º 16/2010 pelo Ministério Público para apuração de crimes ambientais e contra a saúde, mas o processo ainda não foi finalizado.
Fonte: Blog Granja Carolina
Processo Nº 152.01.2009.007952-6
A cidade de Cotia tem pouco a comemorar quanto ao padrão de potabilidade da água para consumo humano fornecida pela SABESP.
Um morador da cidade reclamou da qualidade da água e moveu uma ação contra a SABESP , obteve liminar favorável do Poder Judiciário; comprovando que o serviço é realizado de forma irregular.
As análises comprovaram que a água está contaminada e pode até causar câncer.
Principais pontos do laudo pericial:
● A água fornecida para a região de Cotia/SP tem alumínio, ferro, manganês e Trihalometanos em níveis acima do admitido pelo Ministério da Saúde.
● Esses compostos não são eliminados facilmente do organismo e quando o indivíduo é exposto diariamente em contato com a água são cancerígenos.
● A Sabesp deveria interromper imediatamente o fornecimento de água até remover os elementos tóxicos e cancerígenos.
Dessa forma, espera-se para as próximas semanas uma enxurrada de processos contra a Sabesp dos moradores de toda a cidade atingidos pela água, que além de tóxica, pode causar câncer às pessoas que a ingeriram ou tiveram contato com ela.
Também já foi instaurado o inquérito n.º 16/2010 pelo Ministério Público para apuração de crimes ambientais e contra a saúde, mas o processo ainda não foi finalizado.
Fonte: Blog Granja Carolina
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